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20 de agosto de 2010

sempre nos conforme!

Tudo nos conforme?




Muito alegres agradecemos o jornalista Henrique Nunes, da Revista Metrópole, pela bonita fala sobre este Projeto que vos contempla com o bom e velho samba todo mês. Agradecemos a presença dos cativos e dos novos que estiveram com a gente na tarde de ventinho frio e coração quente!
Mas meu nego, num é porque a gente foi pra mídia que vamos ficar "se achando"! Ficamos felizes com o reconhecimento deste trabalho que fazemos com o maior prazer e, pode ficar sussa que, no que depender da gente, as coisas só melhoram por aqui. Bem verdade que a gente meio que resistiu bastante... pra preservar a atmosfera familiar, o aconchego de casinha aberta pros queridos. No fim das contas, depois de aparecer na resvista do jornal no dia de domingo, apareceram por aqui amigos e frequentadores potenciais! Porque, graça a Deus, tem muita gente boa nesse mundo! Continuamos aqui no mesmo climão de fundo de quintal, sem frescuris, sem cerimônia e de riso solto!
Todo mundo de bom coração é muito bem vindo, e vem vindo e convida os amigos e assim que vai que vai!
Algumas pessoas que estiveram por aqui pela primeira vez demostraram alguma dúvida principalmente no que diz respeito ao regabofe. Pois então vamos lá! As novas "tias da samba" Dani e Lu, que nos substituem, Paulinha, Carla e eu, com muita competência diga-se, mantém a tradição da feitura de um prato quente carnívoro, um vegetariano, um frio e acepipes por edição do Projeto. Como se trata de uma cozinha informal, que vai de gosto e aproveita as iguarias da época, o cardápio muda de edição para edição e procura não se repetir. É meio surpresa mesmo! Vai do que tá bonito na horta, no mercado, vai do clima e da inspiração!

Vai vendo que frio!















Infelizmente, o nosso bamba convidado, Valdir da Fonseca, teve um contratempo e não pôde estar conosco...Já estamos nos organizando para recebê-lo numa próxima ocasião, porque aqui, como você bem pode perceber, ninguém dorme no ponto!
Mas não foi por falta de sambista! Mais uma vez a roda ficou repleta de gente boa tocadora, o samba foi bom igual e nós ficamos felizes com vocês!

Nova colaboradora bem vinda e essencial, de bontito olhar sobre o que acontece por aqui! Nossa querida amiga arquiteta e fotógrafa DENISE MAHER fará sempre as chapas pra gente! Aceitamos as suas também, porque eu sei que você andou batendo umas por aqui! Manda pra gente no nosso e-mail!

té já com mais novidades!

9 de agosto de 2010

abre-se a temporada de estréias

por Tatiana Braga para o Projeto Escuta o Cheiro

Bora que tem assunto pra metro e meio!
arte do glaucio muramatsu | foto adriano rosa

O coração caipira se enche de felicidade quando chega a hora de compartilhar finalmente o trabalho de quase um ano! Um ano de dedicação e muito empenho. De espera pela prometida verba municipal que custou a chegar e quando chegou veio em parcelas… Putz… que que rola com a queridinha Campinas? Meu Deus do céu! Eles têm desculpas inesgotáveis pra não incentivar a cultura e ao mesmo tempo dizem que a consideram proporcinando um verbinha curta, te fazendo perder um tempo precioso com burocrácias, achando que estão nos fazendo um grande favor e reconhecendo o valor do nosso trabalho. Ainda por cima convocam a gente pra conselhos de cultura, não nos pagam pelos shows que fizemos há tempo e te pedem alvará pra simplismente existir. Daqui há pouco, quando a gente for registrar as nossas crianças, eles nos pedirão pra protocolar alvará de funcionamento, caso um dia o sujeito crescido deseje participar da vida cultural da cidade… mas é que …..Ai deixa pra lá isso vai…. Volta pro que interessa! Aqui ó, como disse o Silo numa bela canção: “vou te contar agora como eu me guio(…) porque eu te falo é da guinada do meu mote”(…) um ano de ensaio aberto todo terceiro domingo aqui no quintal arborido, pra gente curtir, um ano pensando e fazendo com amor um trabalho que resulta numa monte de belas canções, de melodias cadenciadas, de voz afinadinha, de homenagem pra quem a gente conhece bem e talvez você não conheça ainda. Tudo bem! Vamos te apresentar! Conheça as participações especiais, arranjos especiais, composições de todo o respeito que o samba merece e o CasaCaiada faz direitinho.
O CasaCaiada tá de cd pronto, isso mesmo! Pronto pra te mostrar, pronto pra fazer você aprender a cantar samba novo! Começa agora, a temporada de estréia no Escuta o Cheiro! Viva! Viva o samba! Viva a alegria que o samba dá mesmo quando fala de tristeza!
Começamos meu nego, nesta edição, uma série de convites pra todo mundo que participou da realização do cd. Compositores, arranjadores, parceiros e sambistas.


Chá de apariço
Vem ver, conhcer e aplaudir desta vez o Valdir da Fonseca. Filho de peixe, seu pai , Thales da Fonseca, era seresteiro. Cantor e compositor, Valdir subiu ao palco pela primeira vez em 1971 durante festival Universitário da saudosa TV Tupi. Destacou-se entre os primeiros classificados com seu samba "Pra inglês ver". A partir daí só alegria! Foi diretor de harmonia e da ala de compositores da escola de samba Mocidade Camisa Verde e Branca, e um dos fundadores da escola de samba Tom Maior. Uia!
Daí por diante, alguns nomes da MPB gravaram músicas desse sujeito de quem eu vos falo: Leni Andrade e Beth Carvalho gravaram "Outro amor", em 1975 e 1993, Rosa Maria gravou "Romântico bolero" e "How do I feel" em 1980 e 1992, Branca de Neve interpreta "Pobre moleque" e "Viver outra vez". Caçulinha gravou “To na Fossa” em 1974, Grupo Raízes gravou “Boa Vista” em 1976 e “Açude Encantado” em 1980,além de vários outros.
Também fez trabalhos solo. Valdir gravou dois LPs com composições de sua autoria e de amigos . São eles:"Waldir da Fonseca"-CONTINENTAL p/ 1979 e "Lindo Lindo Lindo"-COPACABANA p/ 1987, um compacto simples (Lira-Continental-1984. Em 1996, o CD "Doce Canto" (CPC-Umes) reune a interpretação de Leni Andrade, Pery Ribeiro, Arrigo Barnabé, Itamar Assumpção, Tetê Espindola, Aldir Blanc, Claudio Nucci, Walter Franco, Filó Machado.
Agora olha que percurso interessante!
Em 1988, Valdir da Fonseca cumpriu uma temporada de 6 meses em Toronto-Canadá, apresentando-se na Boite Niagara Cafe. Quando voltou, em 1989, participou do show “O sol nascerá”, com Zé Ketty, Elton Medeiros e Eduardo Gudin, no Teatro Fernando Azevedo em São Paulo. Em 1993 participou, como convidado, no CD da querida Beth Carvalho, “Beth Canta o Samba de São Paulo”, na faixa Outro Amor, de sua autoria, e em várias outras, participando do coro. Em 2001, Valdir Dafonseca lançou o CD “Precioso, Presente e Terno” através da parceria com Baptista Junior, pela gravadora Zambaben, com a participação de convidados como Zé Luis Mazziotti, Heitorzinho dos Prazeres, seu amigo e parceiro, Luis de Oliveira, Baptista Junior, Ana de Hollanda, Nilza Maria, Carlinhos do Cavaco, Aldo Bueno, Filó Machado, Carlos Poyares e os já falecidos e imortais Evandro do Bandolim, e Cascatinha e Inhana.
E agora é aqui meu nego! Valdir da Fonseca vai estar aqui no domingo gostoso, dia 15 , na roda com o Casa Caiada que gravou com muito gosto e vai fazer junto com o companheiro admirado o samba “Chá de sumiço” só pra nós!

Benfazendo com a Dona Terezinha
Primeiro desculpe-nos por te deixar um tempinho sem informação de pra onde é que tá indo a sua ajudinha benfazeja de frequentador do samba de domingo. Nas últimas edições, a soma da ajuda tem se transformado em cestas básicas e ido para as mãos generosas da Dona Terezinha Nogueira. Esta simpática senhora destina para famílias necessitadas da nossa região e tem sido de grande valia! Muito obrigada por nos ajudar a ajudar que precisa!
Um bonita história de amor e generosidade começa com uma tragédia. Entre 1961 e 1962, em Niterói o Circo NorteAmericano, incendeou-se fazendo centenas de mortos e feridos. Na ocasião, Dona Terezinha ouviu pelo rádio um apelo de ajuda com a intensão de moblizar recusrsos para ajudar as vítimas e seus familiares. Começa aí! Em 1969, comovida na procissão de Nossa Senhora Aparecida, com a família na Bairro Aparecidinha, Terezinha faz um pedido e uma promessa. Se seu seu filho, de cinco anos na época, voltasse a nadar ela incluiria nas suas prioridades, para o resto da vida, a ajuda às pessoas de poucos recursos. Felizmente a graça é alcançada e promessa vem sendo cumprida. A partir de então Dona Terezinha, mamãe noel no natal , presta ajuda em hospitais e comunidades carentes. Desde que o Projeto fechou a parceria com a Dona Terezinha, você teve a oportunidade de ajudar o Projeto Casa Recomeçar no bairro Matão em Sumaré, as comunidades do Jd. São Pedro, Itajaí, Floresta Park, Jd. Aeroporto, Campo Belo I e II, Jd. São Domingos, Jd. São Marcos. Que Deus nos ajude a continuar ajudando e abençõe a Dona Terezinha!


Novo batuque da cozinha
Você já deve ter notado que de alguns meses pra cá, o temperinho tá diferente. As novas “tias da cozinha” assumiram a batudada. A duplinha Dani &Lu vem nos presenteando com especialidades da baixa gastronomia cheias de alta qualidade. São reponsáveis pela coluna de gastronomia dentro do site: www. Campinas.com.br. Confira e venha provar!

Exposição “Movimento Samba”
Trabalho feito em verniz sobre tela, arte figurativa onde se revela as nuances do samba de forma poética e livre.
Conjunto de telas em dimensões diferentes que retrata algumas das vertentes do samba no Brasil.
A paixão pelo samba, começou com a descoberta de Ary Barroso, Cartola, Pixinguinha entre outros que explicitavam a ‘malandragem’ e a ‘malevolência’ com que encaravam a vida.
A paixão pela dança sempre foi muito explicita ao longo da minha vida. Depois de muitos anos de dança senti que faltava fazer algo mais da dança e pela dança.
Deixei que essa idéia tomasse conta de todos os poros e me entreguei nessa ‘gestação’ de um filho novo que eu ainda não sabia o que seria.
E por algum tempo fiquei com aquela sensação de indagação do que era, o que faltava...
Eis que surge a proposta desta exposição, foi então que surge o start, é isso!!!
Retrato neste trabalho o movimento do samba, a relação forte que temos com a vibração da batucada. A felicidade e a liberdade que representa a união de gerações e culturas, como se ao mesmo tempo pudéssemos unir o físico e o espiritual, num ritual que nos transcende e nos enreda levando a extremos.
Da fragilidade das formas, a cadência do ritmo nas cores. Com traços incisivos e decididos, foi se construindo pincelada por pincelada, este êxtase de sentimentos e sensações.
Sinta as cores, as formas. Sinta o movimento, banhe-se nesta cachoeira de emoções que enreda e contagia. Libere seus sonhos e desejos... venha... entregue-se...
Bem vindos a esta prazerosa viagem visual.
Patrícia Lima


Fala que tá bom pra você! Nos vemos no domingo!